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Pionner Explorer

Yagda Campos

Comunhão, criatividade e superação de desafios descrevem o Pionner Explorer para mim.

Um momento ímpar onde eu estive em situações em que eu nunca me encontrei antes e onde pude entender como se deve agir ao me deparar com elas. Sem falar no que Deus fez na minha vida, sem palavras! Pude ver Deus me mostrando coisas que serão valiosas durante toda a minha vida e vê-Lo também trabalhando em cada detalhe, tratando meus conceitos errados e principalmente os meus medos.

Entendi que “é preciso enfrentar aquilo que se teme para saber que o medo é infundado (...). O medo, para mim, se tornou uma dádiva, tal a grandiosidade proporcionada pela experiência de vencê-lo”.(Frase de Gugu Keller)

Através do Pionner compreendi que Deus não usa covardes, e sim filhos corajosos, dispostos...Assim, entendo a importância de permanecer confiante que Ele sempre me sustentará, que não há traumas quando se faz a vontade de Deus e que, da maneira dEle, tudo dá certo! Ele nunca falha!!

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Pionner Explorer

Aline Francisquinho


Pionner Explorer foi uma experiência unica e inesquecivel na minha Vida.
 
No Pioneer Deus pode me mostrar o quanto somos dependentes dele e o quão grande é o seu Amor e Cuidado por nós. Em todo momento Deus surpriu as minhas necessidades e a cada passo ele me ensinava, moldava-me e quebrava todo o meu orgulho. Nesse tempo Deus trabalhou no meu caracter e na minha Vida enquanto Cristã e a ter Fé, mesmo quando não estamos vendo ou achamos que ELE não está vendo, me mostrou principios básicos, porém importantes de evangelismo que por muitas das vezes passa despercebido.
O Pionner é algo extraodianário, meche no mais profundo do seu interior...e nisso eu percebi o quanto Deus revela quem somos e como agimos diante das situações...
 

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Pioneer Explorer

Foi uma experiência marcante em minha vida, pois pude quebrar muitos paradigmas.

Pude quebrar meu orgulho, preconceitos e desenvolver um trabalho em equipe como nunca! O Pioneer pra mim foi uma maneira que Deus usou para mostrar o quanto Ele ama as vidas que estão lá fora, não importando a situação em que o indivíduo se encontra.

Também mostrou que a fé sem obras é morta. Em um momento do Pioneer, eu estava fazendo evagelismo a uma senhora e de repente ela estava me contando toda a sua vida. A partir daí pude falar o quanto Jesus é bom e que ele é a solução dos nossos problemas! Pessoal, o Pioneer Explorer é Tri!

Por:Edson Saraiva

 

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Crisley Gomes dos Santos

Eu nasci em um lar evangélico e fui criada com minha família: meus pais e irmãos; somos 6 filhos ao todo, 5 mulheres e 1 homem.

     Lembro-me bem da minha infância. Até os seis anos de idade eu era uma criança feliz. Lembro-me que eu gostava muito de brincar com o meu Pai.

     Minha mãe sempre foi muito de viajar e sair, ela não ficava muito em casa. Lembro que eu sempre levava comida para a minha avó, a mãe dela que morava uma rua acima da nossa. E foi em um desses momentos que começaram os abusos em minha vida. O filho mais novo da minha avó começou a abusar de mim, eu não entendia o que estava acontecendo, mas me sentia muito mal com tudo aquilo que ele fazia comigo. Eu falava que iria contar tudo para a minha mãe, mas ele falava que minha mãe não iria acreditar em mim. Então eu falava que eu iria contar para o meu pai, mas ele me ameaçava falando que se eu contasse, ele mataria o meu pai. E isso tudo foi acontecendo na minha vida de criança, eu tinha muito medo dele.

    Eu cresci sendo uma criança muito triste e sozinha, eu vivia trancada no meu quarto. Com 8 anos de idade tive infecção urinaria e fiquei 2 meses sem andar devido aos abusos, mesmo assim eu não tinha coragem de falar com ninguém sobre o assunto. Fui crescendo e quando eu entrei na adolescência comecei a transferir a culpa do abuso para a minha mãe, pois ela me obrigava a tomar benção desse tio meu todas as vezes que ele ia na minha casa.

Tornei-me uma adolescente rebelde, não respeitava minha mãe, tinha medo dos homens em geral, ia à igreja obrigada; transferi também a culpa do abuso para Deus. Não acreditava mais em Deus, e se ele existia estava muito distante de mim. Comecei namorar homens que não tinham compromisso com Deus, pois o inimigo colocava na minha mente que eu não era mais digna de um homem de Deus, então durante algum tempo da minha vida namorei alguns bandidos.

      Já estava cansada da vida que eu estava levando. Eu ia às igrejas e ouvia falar de um Deus Pai, um Deus maravilhoso, um Deus de milagres, mas eu não conhecia esse Deus. No entanto eu queria conhecê-lo. Passei por várias igrejas à procura desse Dele. Desde a minha infância que Deus usava pessoas para falar comigo sobre o meu chamado em missões.

     Então comecei a falar para esse Deus ouvir, se Ele realmente existia e tivesse um chamado de missão para mim, eu queria que Ele me desse um testemunho onde a medicina não desse jeito. Comecei a pedir esse testemunho, pois eu achava que ele fazia milagres na vida de todo mundo, menos na minha.

    Passaram-se vários anos e um dia Deus usou uma irmã pra me falar que Deus iria me dar esse testemunho que eu tanto queria e que eu iria ficar entre a vida e a morte, mas que eu não morreria, e que aos meus olhos humanos eu não iria acreditar que eu voltaria a ser como era antes, mas que Ele iria fazer isso para provar que Ele era Deus em minha vida, e que ele tem um chamado de Missões em minha. Essa irmã profetizou isso na minha vida em 1999 e em 2000 ela faleceu. Em 2001 eu sofri um acidente de carro.

    Foi impactante! Pois um dia antes do acidente acontecer, Deus me mostrou em sonho o que iria acontecer. No meu sonho eu me via toda ensangüentada e toda quebrada. Eu sonhei isso no dia 23 de março de 2001, e no dia 24 de março de 2001 aconteceu o acidente comigo.

   Na época do acidente eu namorava um ex-presidiário. Era o noivado do meu irmão Júnior na Bahia,com a minha cunhada a Carine. Nós morávamos em Nanuque uma cidade no interior de Minas Gerais, que fica à uma hora da cidade Texeira de Freitas na Bahia, onde Carine morava. Nesse dia eu pedi ao meu pai pra viajar com meu namorado, o meu pai tinha deixado, mas fui avisar para minha mãe e ela não permitiu, mas como a palavra dela não valia nada pra mim eu fui de ônibus, acompanhada do meu namorado. Nesse mesmo dia foi o noivado do meu irmão, e o meu pai trouxe uma palavra que está em Salmos 125, que diz assim: “Os que confiam no Senhor são como os montes de Sião que não
 se abalam, mas permanecem para sempre”.

    Depois que terminou o noivado o meu pai me chamou para voltar com ele de carro, pois o meu irmão iria ficar na casa da noiva dele. Naquela época o meu pai tinha uma caminhonete D20. Saímos da casa da minha cunhada às 23:45 e pouco tempo depois que tínhamos saído de lá, assim que meu pai pegou a BR, uma carrreta que vinha na direção oposta perdeu o controle e foi em nossa direção, e para evitar a colisão meu pai desviou e bateu num barranco, e nessa hora eu fui lançada bruscamente para fora do carro pela janela da esquerda. Foi muito rápido, nem meu pai, nem meu namorado viram a hora em que eu fui lançada para fora do carro. Eu fui lançada há uns 10m de distância, a parte esquerda do meu corpo saiu linchando pelo asfalto e ficou todo em carne viva, principalmente o meu rosto, e Deus foi tão fiel comigo que eu fiquei acordada pra ver tudo. Minutos depois apareceu um socorro, era um amigo do meu pai, que parou e ofereceu ajuda, e ele me levou para um hospital, e em 15 minutos eu já havia chegado lá.

       Cheguei ao hospital à meia noite, mas não havia nem um médico ortopedista de plantão, poucos minutos depois chegou o Dr. Juarez, um médico ortopedista que havia voltado ao hospital, pois havia esquecido uns papéis. Meu namorado pediu pra ele me operar, mas ele falou que só com autorização do meu pai, pois eu estava praticamente morta, então foram buscar o meu pai, pois ele tinha ficado no local do acidente esperando um guincho pra levar o carro. O meu pai e o meu namorado não sofreram nenhuma lesão.

Eu fiquei de meia noite até as 2:00 da manhã perdendo sangue. Quando o meu pai chegou, o medico falou que não adiantaria mais me operar, mas o meu pai lembrou as palavras dele no noivado do meu irmão e falou para o médico me operar, pois ele acreditava no Deus que ele servia. Então o médico falou para o meu pai que iria operar só porque ele estava pagando. Então me levaram às 2:00 horas para a sala de cirurgia, e às 7:00 da manhã acabou a operação. Fui levada para um apartamento no hospital, e minha família toda já estava lá, menos minha mãe.

     Então quando recobrei a consciência, perguntei o que havia acontecido, pois, não me lembrava de nada naquele momento. Então meu pai falou que eu tinha sofrido um acidente, mas que eu estava bem, entretanto eu sabia que eu não estava bem. Eu tinha perdido 4litros e meio de sangue, tinha sofrido duas paradas cardíacas no meio da operação, e eu tinha ficado paraplégica. Contudo, eu não sabia de nada disso até então.

     Dessa forma, começou ali o meu processo de conversão! Deus me quebrou por inteiro. Fiquei um mês no hospital, eu tomava oito tipos de injeção na veia para aliviar as dores, tive o osso da bacia todo quebrado, fiquei com um parafuso transpassando o meu joelho esquerdo, e com cordas amarradas no parafuso de um lado a outro do meu joelho puxando a minha perna para colocá-la de volta no lugar. Fiquei com o parafuso durante um mês, depois fui liberada para ir pra casa. Pois não tinha mais nada que os médicos pudessem fazer por me. Fui para casa de ambulância, pois, estava ainda com o fixador na bacia, que eram seis parafusos enroscados na minha bacia. Quando completou 2 meses após a cirurgia, fui ao hospital com o meu pai tirar os parafusos da bacia. Foi aí que o meu médico falou para o meu pai que o Deus dele era forte, pois, eu tinha morrido 2 vezes nas mãos dele no meio da cirurgia, mas Deus me trouxe de volta à vida.

      Todo mês tinha que ir até a Bahia fazer revisão com o meu médico. Em casa eu era totalmente rebelde, mesmo em cima de uma cama, pois, minha situação era crítica. Voltei a usar calça enxuta por muito tempo, eu dependia das pessoas o tempo todo. Meu pai me levava todos os dias de carro pra fazer fisioterapia. Até então, eu ainda não sabia que eu tinha ficado paraplégica, mas como eu estava dando muito trabalho, uma das minhas irmãs entrou no meu quarto e falou que eu estava passando dos limites, e que eu tinha pedido um testemunho para Deus onde a medicina não desse jeito, e que Deus tinha ouvido as minhas orações e por isso eu estava paraplégica, e que era tempo de eu colocar a minha fé em ação, pois, eu não iria andar nunca mais de acordo com a medicina. Naquele momento eu gritei com ela, e chorei muito, e fiquei muito zangada com Deus.
Entrei totalmente em depressão. O meu namorado tinha ciúme de mim por qualquer coisa, por isso ele me fez perder todos os meus amigos. O meu médico em uma das consultas falou para o meu pai me colocar para fazer alguma coisa, pois, eu estava totalmente em depressão e só queria morrer. Então meu pai decidiu me levar pra atender telefone no moto-taxi que ele tinha na época. Ele sempre falava que era pra eu fazer um propósito com Deus, pois Ele me colocaria de pé. Então comecei a orar a Deus só no pensamento, porque o meu Pai sempre falava que só Deus pode ler a nossa mente.

Quando completou quase um ano que eu estava sem andar. Numa manhã quando eu estava no moto-taxi do meu pai, chorando orei a Deus só na mente. Pedi que se Deus realmente tivesse um propósito na minha vida, eu queria dar meu testemunho mesmo sem andar em uma igreja onde o pastor não me conhecesse. Então quando eu parei de orar, meu irmão parou o carro e me apresentou o pastor dele. E esse pastor me chamou para eu dar meu testemunho na igreja dele. Assim aconteceu! Logo depois eu estava em casa, e coloquei as muletas que eu usava encostadas na parede e comecei dar os meus primeiros passos. Então comecei a gritar anunciando que eu estava andando. Foi muito lindo, mas mesmo assim eu não voltei para a igreja.

      Eu ainda fiquei três meses fora da igreja, pois eu ainda namorava o ex-presidiário, que resolveu passar drogas dentro da cadeia, e foi denunciado por um dos seus amigos de cela. Então para não ser preso de novo, ele resolveu fugir, e foi na minha casa me contar o que tinha acontecido, e eu como eu achava que o amava decidi fugir com ele, então, locamos um carro, só que ele foi sozinho, pois disse que não queria me envolver nisso. Falou que depois me levaria, contudo em menos de uma semana ele foi pego em uma blitz policial em São Paulo e teve que voltar para a cadeia e cumprir de novo pena na minha cidade. No dia seguinte fui cedo visitá-lo na cadeia. Meu cunhado que é policial estava de plantão nesse dia, então ligou imediatamente para o celular do meu pai e ele foi me buscar.

     Meu pai me colocou no carro, conversou comigo e falou que eu era muito importante pra ele e pra Deus, e que Deus não tinha isso para minha vida, mas que eu teria que escolher entre a minha família e o meu namorado, e se eu escolhesse ele, eu poderia pegar as minhas roupas e ir morar na cadeia com ele. E eu ainda perguntei para o meu pai se eu podia pensar, e ele falou que sim, pois eu era livre.

    Então desci do carro e fui andar, aquele dia foi o pior dia da minha vida, pois eu estava totalmente deprimida, de 54 kl eu estava pesando 36 kl, eu fiquei andando em uma avenida de um lado para o outro quase o dia todo, o inimigo falava em minha mente que era pra cometer suicídio, pois não tinha mais jeito pra mim, eu estava totalmente desesperada.

    Então já estava anoitecendo, e pela primeira vez eu ouvi Deus falar comigo. Ele me disse: “Entra na primeira porta que você achar aberta. E eu fiz isso. A primeira porta que eu achei aberta era a porta de uma igrejinha que se chamava ‘Porta Estreita’. Então entrei chorando e sentei no último banco. Naquele dia tudo tocava ao meu coração os louvores a palavra, logo no começo do culto Deus usou uma irmã pra falar que era a última oportunidade que Deus estava me dando, e Deus usou aquela irmã em profecia pra falar do acidente e que Deus tinha um chamado muito grande em missão na minha vida, e que pra eu ter certeza de que era Deus quem falava comigo, Ele tinha me dado um sonho no dia anterior, onde eu me via em uma cadeira de roda pregando para uma multidão de jovens, e que Deus tinha me levantando de uma, mas que era para eu fazer a obra dele, se não ele me colocaria de volta na cadeira. Então naquele momento eu caí chorando e voltei pra Deus.

   Cheguei em casa e falei com os meus pais que eles poderiam me mandar pra Jocum, pois há muito tempo o meu irmão tinha falado para o meu pai que a Jocum daria jeito em mim. Então meu pai me mandou pra Jocum em 2002 fiz a minha Eted.

    A Eted foi um tempo chave em minha vida, pois foi lá que Deus tratou o meu caráter, foi durante a Eted que eu  vi que Deus não teve culpa do abuso que aconteceu comigo na minha infância, e Deus revelou o abuso para minha discipuladora, e então veio a cura. Eu aprendi a amar a Deus como pai, eu pude liberar perdão para o meu tio. Quando terminei a Eted no final de 2002, a minha discipuladora falou que eu teria que chegar em casa reunir minha família e contar tudo pois eles não tinham culpa de nada.

    Então foi o que eu fiz, esperei passar as festas de Natal e Ano Novo, e reuni a minha família e contei tudo. Todos choraram. A minha mãe pediu perdão, pois ela nunca imaginaria que o próprio irmão dela seria capaz disso, depois eles oraram quebrando palavras de maldição sobre a minha vida. No final da minha Eted Deus me pediu pra ficar 1 ano restituindo com a minha Família e com a minha igreja, e foi o que eu fiz.

Num dia de culto pedi a oportunidade para o meu pastor e pedi perdão para toda a igreja e ao delegado da cidade que é da minha igreja, e fiquei trabalhando com os jovens da minha igreja durante 1 ano.

   Depois de um ano, Deus falou que era tempo de voltar para missões, então eu falei com Deus que eu queria ir para uma base onde estivesse começando, e foi o que aconteceu. Eu vim para a Jocum Ponta em 8 de fevereiro de 2004, e estou aqui até hoje, já vai completar 5 anos que Deus me trouxe para cá e tem me abençoado muito. Hoje sou casada, estou servindo na ETED e na ENVIA e em outras áreas. Temos o projeto para abrir um orfanato em Angola na África. O meu esposo irá começar um curso de Luteria (fabricação de instrumentos musicais) e eu vou está fazendo o curso técnico em enfermagem a partir de fevereiro de 2009. E Deus tem muito mais para as nossas vidas.